Trafego entre extremos, vezes quero, vezes nego. Quero fugir, quero chorar. Quero ficar só, quero sorrir. Quero colo, quero sumir.
O tempo não para, nem me espera, o desespero bate e dilacera.
O sangue queima, a pressão aumenta, o fardo pesa e estar aqui as vezes nem sentido faz mais. Eu ainda me perco tentando me entender, sendo que eu, sei lá o quê.
Da minha janela, olho para o céu, enxergo o infinito. Eu temo não conseguir, meus sonhos não realizar, até que ouço uma voz que me diz para não parar: "olha quão longe você chegou, o que é seu virá!"
Meu refúgio eu encontro aqui, nas entrelinhas que eu ainda insisto em escrever, vivendo um mundo que eu nem sei se é pra mim, mas que todos os dias eu aprendi a ser grata por mais uma vez, ter a chance de sentir.

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